Nações Unidas, 07 (AE-REUTERS) O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, lamentou a morte do rei Hussein, da Jordânia, hoje (07), qualificando-o de "parceiro valoroso da paz". Annan também expressou seu apoio ao novo rei, Abdullah, filho mais velho do rei, que o sucederá no trono.
"Foi com grande consternação pessoal que recebi a notícia da morte de sua majestade, o rei Hussein Ibn Talal, do reino hachemmita da Jordânia", declarou Annan em um comunicado.
Annan elogiou a "batalha de uma vida" que Hussein empreendeu para promover a paz no Oriente Médio e se disse impressionado pela coragem dele, quando em meio a seu tratamento de câncer, nos EUA, no ano passado, o rei ajudou a firmar o acordo provisório de paz entre Israel e os palestinos.
"Superando a dor em Wye Plantation, em outubro, ele nos mostrou novamente sua coragem, um ingrediente essencial em qulquer processo da paz", afirmou Annan. "Sua morte nos coloca o desafio de finalizar esse esforço, afirmou Annan, demonstrando ainda apoio ao novo monarca, que, segundo ele, "merece o apoio" da comunidade internacional na continuação do trabalho de seu pai e para perseguir a paz e a preosperidade de seu povo.
Em Londres, o primeiro-ministro Tony Blair eleogiu o rei Hussein e acrescentou que confia planamente na capicidade de seu sucessor. Segundo Blair, o novo rei "deverá ser um amigo da paz no Oriente Médio".
O primeiro-minsitro britânico, que comparecerá aos funerais do rei Hussein, disse: "As vitórias do rei Hussein para a Jordânia e para a causa da paz serão lembrados por muito tempo em meu país e em todo o mundo com gratidão e afeto."
A Espanha lamentou também a morte do rei, ressaltando que sua morte representa uma perda não apenas para a Jordânia, mas para toda a comunidade internacional. O rei Juan Carlos e a rainha Sofia, ao lado de seus três filhos, assistirão aos funerais do monarca, informou a rádio estatal, acrescentando que a família real espanhola tem uma história repleta de vínculos com a família de Hussein.
Por sua vez, o chanceler alemão, Gerhard Schr”der, em telegrama enviado ao filho e sucessor de Hussein, lembrou "a sabedoria, a perspecácia e o compromisso pessoal inesgotável" do rei na busca da paz para o Oriente Médio. "Seus esforços humanos e pessoais ganharam o respeito e o roconhecimento do mundo", concluiu Schr”der.

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