Washington, 08 (AE-ANSA) - O mundo não tem defesa contra o risco de que armas de destruição em massa caiam nas mãos de terroristas, segundo conclusão de um comitê do governo dos Estados Unidos presidido pelo ex-diretor da CIA John Deutch.
Depois de um ano e meio de investigações, os especialistas do comitê chegaram à conclusão de que a superpotência americana não está em condições de deter um ataque com armas químicas ou biológicas nem de impedir a proliferação de armas nucleares.
O governo americano "não está organizado para combater a ameaça com eficácia", afirmam Deutch e seus colaboradores num relatório de 140 páginas enviado à Casa Branca.
O informe será publicado oficialmente na próxima semana, mas as conclusões foram antecipadas hoje (08) pelo diário Sun, de Baltimore.
A comissão levou em consideração alguns cenários. Por exemplo, que um cientista russo frustrado venda ao Irã o material necessário para a construção de armas nucleares, ou que uma seita de fanáticos espalhe o mortal gás antrax entre a multidão numa estação de metrô.
"Nada disso ainda ocorreu - adverte a comissão -, mas poderia ocorrer".
"O perigo número 1", disse um integrante da comissão ao Sun, "é a contínua desintegração da Rússia como sociedade civil".
De 1992 até hoje, já foram registrados pelo menos sete furtos de urânio enriquecido para a produção de armas nucleares. O governo russo não está sequer em condições de informar quanto material nuclear existe em seus depósitos.
Outros sinais de alarme vêm da Coréia do Norte, país em condições de produzir armas nucleares, e da China, que exporta seus mísseis para vários pontos do mundo. Mas a ameaça maior, do ponto de vista americano, continua sendo a instabilidade no Oriente Médio.
A comissão pediu ao presidente para nomear um diretor nacional para o combate da proliferação de armas que poderia coordenar a resposta das agências governamentais.

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