Mundial no Brasil está mais distante
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quarta-feira, 24 de março de 1999
Por Chiquinho Leite Moreira 
Key Biscayne, EUA, 25 (AE) - O sonho de o Mundial de Tênis ser disputado no Brasil ano 2000 está mais distante. O organizador do torneio Lipton, Butch Buchholz, que tinha planos de levar esta competição para o Rio de Janeiro desistiu da idéia. Acostumado a grandes eventos, o empresário norte-americano espera ainda poder fazer um Super 9 em quadras brasileiras, mas possivelmente só para 2002 ou 2003. Ainda resta uma chance de o Brasil ter esta competição. O português João Lagos, organizador do ATP Tour do Estoril, também tem planos de realizar em São Paulo o Mundial de tênis. Este ano
ele já entra no mercado brasileiro de tênis, com a realização de um torneio do WTA Tour (feminino), em outubro em São Paulo, com boa premiação.
Até o dia 5 de abril, os organizadores interessados em promover o Mundial de Tênis devem mandar suas propostas para a Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). Segundo o ex-tenista Miguel Nido, hoje executivo da All Tennis, empresa de Buchholz, há 29 pessoas de diversos países, que já revelaram a intenção de ter a competição. Cidades como Barcelona e Londres estão entre as mais cotadas para ser a sede do evento no próximo ano.
Segundo Butch Buchholz, a organização do Mundial no Brasil tornou-se inviável, em razão da atual crise econômica do País. Além disso, a ATP praticamente não permite publicidade local. Como o evento é transmitido para todo o mundo, os patrocínios são de empresas multinacionais.
Para organizar o torneio Mundial de Tênis (competição que reúne os oito melhores jogadores da temporada, em novembro) o custo é de aproximadamente US$ 7 milhões, segundo Nido, mais a premiação de US$ 4 milhões, dinheiro este vindo da própria ATP. "Queremos fazer um grande evento de tênis no Brasil", garantiu Buchholz. "Mas para o próximo ano será impossível."


