Brasília, 14 (AE) - A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) divulgou hoje o primeiro balanço da primeira etapa da campanha nacional de vacinação contra a poliomielite, doença causadora da paralisia infantil. Até o meio-dia de hoje, 3,8 milhões de crianças menores de 5 anos haviam sido vacinadas no País - o que corresponde a 23,36% da meta do governo, que era vacinar 16,3 milhões de crianças. Segundo o presidente da Funasa
Mauro Costa, os números preliminares indicam que a meta proposta será alcançada. "No ano passado, o primeiro boletim também indicou porcentual semelhante ao registrado nesse primeiro balanço", justificou Costa. A poliomielite está erradicada no País há dez anos.
Para manter esse quadro, o governo estabelece como meta a vacinação anual de 90% das crianças em idade de risco. "As campanhas (no Brasil) só devem ser interrompidas quando a pólio estiver erradicada no mundo", afirmou o presidente da Funasa, lembrando que ainda existem casos da doença na ásia e na áfrica. O balanço final da primeira etapa da campanha de vacinação será divulgado na terça-feira (17). A campanha foi dividida em duas etapas e a segunda está prevista para 16 de outubro. A Funasa está investindo nas duas etapas R$ 53,5 milhões para a aquisição de vacinas, seringas e apoio de infra-estrutura para Estados e municípios. Ao todo, foram montados 131 mil postos de vacinação no País, envolvendo 510 mil funcionários. Além disso, a Funasa usou 2,6 mil embarcações, 36 mil carros e contratou 155 horas de vôo para a campanha. Essa campanha faz parte do Programa Nacional de Imunização, que tem orçamento de R$ 300 milhões para este ano. Nas Regiões Norte e Centro-Oeste, além da vacinação contra a poliomielite, a Funasa reforçou a vacinação contra hepatite B e febre amarela. Segundo Costa, a ação é preventiva, uma vez que foram identificados alguns casos de febre amarela em países que fazem fronteira com essas regiões. O Ministério da Saúde distribuiu 31,5 milhões de doses da vacina Sabin, na campanha nacional de vacinação contra a poliomielite. Além dessa vacina, o ministério forneceu aos postos de saúde 2,3 milhões de doses de vacina tríplice viral, para o combate de caxumba, rubéola e sarampo.
Foram distribuídas ainda 3,7 milhões de doses da vacina tríplice bacteriana, que é usada no combate de difteria, tétano e coqueluche. Outras 8,5 milhões de doses de vacina contra febre amarela e 4,8 milhões para o combate de hepatite B foram distribuídas em todo o País.

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