Multinacional foca em gestão de universidades
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quinta-feira, 10 de março de 2016
Celso Felizardo<br.Reportagem Local 
Rio - A empresa americana Ilumno, ex-Whitney University System, que atua no ramo de ensino superior em sete países da América Latina, anunciou esta semana uma mudança nos planos de expansão no Brasil. Dona da Universidade Veiga de Almeida (UVA), no Rio de Janeiro, e da Unijorge, em Salvador, a Ilumno decidiu alterar o foco das fusões e aquisições para o oferecimento de serviço de gestão para universidades privadas.
De acordo com o CEO da empresa, Pete Pizarro, a Ilumno Serviços dará suporte para a expansão e modernização das instituições de ensino superior no Brasil de forma financeiramente sustentável. O modelo que já agrega dez instituições na América Latina foi lançado no Brasil na última terça-feira, em evento no Rio de Janeiro, e tem a UniFil como a primeira parceira.
O presidente da Ilumno no Brasil, Arlindo Cardarett Vianna, elogiou a estrutura da universidade londrinense. "Estivemos em Londrina e pudemos constatar a excelência do instituição em cursos como Agronomia, Biomedicina e Medicina Veterinária. A qualidade e seriedade é imprescindível para que possamos fechar uma parceria", destaca.
O reitor da UniFil, Eleazar Ferreira, contou que resolveu fechar contrato após visitar instituições parceiras da Ilumno no exterior. "Estamos altamente motivados para adotar todos os serviços e a tecnologia que a Ilumno oferece e, com isso, beneficiar toda a nossa comunidade estudantil e acadêmica, ao mesmo tempo em que buscamos uma expansão acelerada e sustentável para a UniFil", comenta.
Vianna acrescentou que a Ilumno Serviços deve trabalhar com uma rede de capilaridade por todo o País e que o Sul é uma região estratégica nos planos de expansão. "Londrina é nossa porta de entrada na Região Sul. Com o acesso ao nosso central global, as instituições poderão trocar experiências e se modernizar com tecnologia de ponta."
Até 2020, a Ilumno pretende investir R$ 173 milhões no Brasil para introdução e desenvolvimento do modelo de serviços. Somando os outros seis países da América Latina (Colômbia, Argentina, Paraguai, Chile, Costa Rica e Panamá), o investimento deve ultrapassar R$ 1 bilhão. Ao todo, são 200 mil alunos em todo o mundo. O Brasil responde por 28% deste total, com cerca de 56 mil alunos.
Ainda neste ano, a Ilumno prevê a entrada de mais uma instituição brasileira à rede de serviços. A meta é alcançar 15 universidades nos próximos cinco anos. Para Pizarro, as aquisições demandariam um capitais financeiro e humano elevados. "Com o contrato de serviços temos um processo muito mais eficiente e acelerado", comparou. No entanto, mesmo com a mudança de foco, Pizarro não descarta novas aquisições. "Não é nossa prioridade, mas as aquisições podem vir a ocorrer", admite.
Além da ampliação de número de alunos das instituições clientes, a estratégia prevê a manutenção dos matriculados ao reduzir o índice de evasão. "Na Colômbia, onde temos forte atuação, os índices de evasão entre presencial e virtual varia entre 4% e 7%. No Brasil, os números chegam aos 30%. É preciso focar na qualidade e fazer um trabalho de motivação com os alunos", analisa Vianna. "Nosso êxito é com a graduação, não com a matrícula", completa Pizarro.
O repórter viajou a convite da Ilumno


