Multinacionais apostam no mercado brasileiro
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domingo, 02 de maio de 1999
Por Rosangela Capozoli 
Chicago, EUA, 3 (AE) - As empresas internacionais estão apostando no mercado brasileiro e não se deixando abalar pela crise. A multinacional Nabisco, por exemplo, que obteve um faturamento mundial de U$8,4 bilhões no ano passado projeta um crescimento de 4% para 1999. "O mercado brasileiro deverá acompanhar esta taxa de aumento", garante Calvin M. Johnson, diretor da empresa, que participa da convenção do Food Marketing Institute, realizada em Chicado entre os dias 2 e 5 de maio.
Segundo Johnson, o Brasil teve a maior participação nos lucros da empresa entre as 25 subsidiárias espalhadas pelo mundo. "O mercado brasileiro é o maior e tende a crescer ainda mais", afirma, preferindo não divulgar a receita conquistada no Brasil. Fabricante de biscoitos, sobremesas, leite em pó, entre outros produtos, a Nabisco que acabou de adquirir uma fábrica de biscoitos no Brasil, da marca Pilar, esta atenta a novas oportunidades. "Não esta descartada a possibilidade de novas compras", afirma. A mutlinacional conta hoje com sete unidades no Brasil.
Otimista com o desempenho do mercado nacional, a francesa St. Dalfour et Cil International Foods maior indústria de geléias daquele país deverá dobrar suas exportações para o Brasil este ano, colocando no mercado cerca de 50 contêinerns, o equivalente a 36.000 unidades. "A variação cambial paralizou os negócios temporariamente mas as encomendas já estão voltando ao normal", afirma Greg Hoffman, diretor presidente.
O ano passado, conta, o Brasil foi responsável por uma receita de U$15 milhões. "As exportações vêm num crescente entre 6% e 7% ao ano", afirma. A St. Dalfour também é forte na França na produção de vinhos, licores e está começando a atuar no segmento de chás. "Estamos sondando o mercado brasileiro e pretendemos começar a exportar chá", afirma Hoffman.
Com cinco fábricas espalhadas pelo mundo: Filadélfia, áfrica do Sul, China e duas na França, Hoffman acredita que a francesa poderá se instalar no Brasil num futuro próximo. "Tudo vai depender do desempenho do mercado", afirma.
Daniela Pagani, diretora da área de exportação da italiana Ghiatt Dolceia já exporta para o Brasil massas secas e biscoitos, a mais de dez anos. Em 1998 as vendas atingiram 15.000 toneladas e a meta para este ano é dobrar o volume, gerando uma receita de U$50 mil. A Ghiatt faturou no ano passado U$10 milhões e estima para este ano um crescimento de 10%. A expectativa de Daniela é que as vendas na FMI fiquem 25% acima das registradas no ano anterior.


