Londrina - A Vigilância Sanitária multou a empresa que operava um banco de ossos clandestino e que foi autuada em flagrante pelo Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde (Nucrisa) em setembro do ano passado.
Segundo Rogerio Lampe, gerente da Vigilância Sanitária, o julgamento administrativo tanto da empresa quanto do proprietário foi encerrado. "Eram dois processos distintos. Foi determinada a apreensão e inutilização do material ósseo que estava na empresa e a interdição definitiva da empresa e multa de R$ 20 mil para a pessoa jurídica", enumerou Lampe.
O proprietário da empresa, Kléber Barroso Cavalca, também responde a processo administrativo que determinou a apreensão e inutilização do material que estava em sua residência e também recebeu multa de R$ 20 mil. O resultado do julgamento será publicado no Diário Oficial do Município na próxima semana.
O advogado Gabriel Bertin de Almeida, que defende o empresário, ainda não foi notificado da fixação da multa. "Ainda não sei o que a Vigilância Sanitária deliberou. Vamos aguardar para ver o que foi definido nessa decisão administrativa", declarou.
Almeida afirmou que nesta semana foi expedido o mandado diante da denúncia apresentada pelo Ministério Público. "Os meus clientes ainda não foram citados, mas a partir da citação eles terão 10 dias para apresentar a defesa inicial", explicou o advogado.
Na época da prisão dos envolvidos a delegada do Nucrisa, Sâmia Coser, afirmou que a empresa tentou abrir em 2004 um banco de ossos em parceria com um hospital de Londrina, mas o processo não foi adiante e eles resolveram agir clandestinamente. O material era processado em liquidificadores comuns e guardados em geladeiras junto com alimentos. Os ossos captados e processados em Londrina eram comercializados em vários Estados, como Santa Catarina, Pará, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.

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