Multa acaba com lixo nas calçadas
Marcos Zanatta
De Maringá
Uma lei municipal que prevê multas de R$ 101,00 a R$ 600,00 para o comerciante ou condomínio que colocar o lixo na calçada antes das 18 horas acabou com o mal cheiro na área central de Maringá. Antes da lei, sancionada há quatro anos, era comum grande quantidade de lixo nas calçadas durante todo o dia.
A denúncia partiu dos comerciantes, incomodados com o volume de lixo depositado nas calçadas durante o dia. Como a coleta no centro é realizada após 19 horas, caixas e sacos, inclusive com restos de comida, ficavam o dia todo exposto ao sol ou à chuva. Após a lei, diz o secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Hamilton Cardoso, a área central está com outro aspecto. Ele lembra que era comum catadores de papel rasgarem os sacos de lixo, espalhando detritos nas calçadas.
Hoje, o comerciante que se instala e não conhece a lei é orientado e se não respeitar leva multa, afirma. Cardoso concorda, no entanto, que muitos lojistas, principalmente que trabalham com eletrodomésticos, insistem em colocar papelão de embalagens nas calçadas. Os comerciantes querem, na verdade, ganhar espaço, já que o papelão é volumoso e muitas vezes não existe local para ser colocado dentro das lojas. Mas a lei é clara e o papelão atrai os catadores, que atrapalham o trânsito.
A sugestão de Cardoso é que os lojistas criem o hábito de colocar papelão nas ruas também depois do expediente para que, principalmente os carroceiros, façam a coleta à noite, quando o movimento do trânsito é menor. Segundo Cardoso, antes da lei, 22 toneladas de lixo ficavam o dia todo na calçada. Agora o volume é bem menor, mas estamos fiscalizando, alerta.
Agora as reclamações mais comuns são em relação a móveis, eletrodomésticos e outros produtos que as lojas espõem nas calçadas. Existe um limite de permissão de uso da calçada, mas temos que tolerar porque o comércio está passando por uma crise, pondera Cardoso. Para os fiscais os comerciantes sempre argumentam que estão carregando ou descarregando mercadorias. Na verdade, algumas lojas chegam a montar móveis na calçada. O secretário acha que o ideal seria mudar a lei, obrigando os lojistas a manter tudo dentro do limite das lojas.





