As mulheres já sofrem mais de hipertensão do que os homens. Segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, pacientes do sexo feminino correspondem a 54% dos casos da doença nos Estados Unidos. Esse índice é semelhante no Brasil, segundo o cardiologista Denílson Albuquerque. ‘‘As mulheres tinham o privilégio de sofrer menos de problemas cardíacos do que os homens, mas agora vêm ultrapassando os homens, principalmente no que diz respeito à hipertensão’’, afirma Albuquerque, que presidirá o 55º Congresso Brasileiro de Cardiologia, onde esses dados serão discutidos a partir de 30 de julho, no Rio.
Estima-se que 18% da população brasileira seja de hipertensos (cerca de 28 milhões de pessoas). O problema que costumava atingir as mulheres no período da menopausa começou a ocorrer cada vez mais cedo.
A pílula anticoncepcional, diz Albuquerque, pode ser uma das principais causas para o problema. Outros fatores são: obesidade, alimentação gordurosa e sedentarismo. O estresse também contribui para o agravamento da hipertensão entre as mulheres.
Segundo Albuquerque, muitas das pacientes vivem em tripla jornada (estudo, trabalho e afazeres domésticos) e enfrentam baixos salários. ‘‘A mulher ainda é subassalariada e isso gera um descontentamento muito grande.’’

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