Mulheres sofrem mais com dores
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de abril de 2008
Equipe AE 
As dores, segundo a Organização Mundial de Saúde, são responsáveis por 80% das consultas médicas. E a maior parte destes pacientes são mulheres. ''Embora sofram a maior parte das dores, as mulheres são mais resistentes do que os homens'', explica o coordenador do Centro de Dor do Hospital 9 de Julho, Cláudio Fernandes Corrêa.
Mas, por que elas sentem mais dores? Não são apenas fatores genéticos e hormonais que levam aos ais e uis. Variáveis sociais e psicológicas também são responsáveis por este fato (a mulher sentir mais dor).
''Culturalmente, os homens são educados a terem uma baixa expressividade ao estímulo doloroso'', diz o médico psicoterapeuta do Centro Multidisciplinar de Dor do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Augusto Figueiró. Que aliás, discorda de Corrêa quando o assunto é resistência à dor. Segundo Figueiró homens são, culturalmente, mais fortes.
Presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), Onofre Alves Neto, insiste que um dos fatores agravantes é a grande diferença fisiológica, psicológica e comportamental entre os sexos masculino e feminino.
''As mulheres geralmente estão mais expostas a trabalhos repetitivos e a tarefas domésticas que exigem grande esforço. Além disso, tendem a acumular grandes cargas emocionais, provocadas, principalmente, por alterações hormonais durante o ciclo menstrual. A exposição diária a este acúmulo de atividades desencadeia dores em diversos graus'', afirma.
Importante é que toda pessoa saiba que a dor tem tratamento, baseado na conscientização sobre o problema, no uso de técnicas relaxantes, exercícios e medicamentos. Cada problema doloroso tem seu alívio específico.


