Mulheres relatam agressões a juiz
Agência Folha
De São Paulo
Três mulheres ouvidas ontem pelo juiz Dácio Giraldi, da 1ª Vara do Júri do Fórum da Vila Mariana, em São Paulo, confirmaram que sofreram agressões sexuais do motoboy Francisco de Assis Pereira, o maníaco do parque, e que conseguiram escapar do agressor, já no interior do parque do Estado. Os depoimentos das mulheres foram mantidos em sigilo, por solicitação das vítimas.
Também foram ouvidas testemunhas do caso da morte da vendedora Raquel Motta Rodrigues, cujo corpo foi encontrado no dia 16 de janeiro do ano passado. Testemunhas de um caso cuja vítima ainda não foi identificada também foram ouvidas.
De acordo com o promotor Roberto Tardelli, as vítimas que sobreviveram foram ouvidas no mesmo dia em que se ouviu pessoas ligadas a casos de morte porque em todos esses casos há semelhança no modo de agir do acusado. As pessoas ouvidas praticamente repetiram o que já haviam relatado à polícia. Elas são novamente ouvidas porque, em juízo, há necessidade de renovação da prova , afirmou Tardelli.
O advogado de defesa do maníaco do Parque disse que Francisco de Assis Pereira ainda vem sofrendo ameaças de morte na Casa de Custódia de Taubaté, interior de São Paulo, onde o motoboy está preso desde o final do ano passado. No mês passado, a Revista Época, da Editora Globo, publicou matéria em que outro preso da Casa de Custódia, Pedrinho Matador, teria a intenção de matar o maníaco.
Francisco de Assis Pereira acompanhou, ontem, no Tribunal do Júri, em São Paulo, depoimentos de testemunhas de acusação na primeira audiência do processo da balconista Raquel Mota Rodrigues, 23 anos. O delegado que preside o inquérito, Sergio Alves, está investigando se há outras vítimas de Francisco.
O primeiro julgamento do motoboy deve ocorrer entre outubro e novembro deste ano, segundo o advogado de defesa. É o processo em que o maníaco é acusado do assassinato de Selma Ferreira de Queiros. Ela foi estrangulada e teve parte do corpo mutilado pelo motoboy. Francisco confessou a morte de 11 mulheres, mas uma delas, Marta, apelidada de Pituxa, fingiu estar morta e sobreviveu.
O motoboy, que em dois processos responde por homicídio qualificado, atentado violento ao pudor, desrespeito e ocultação de cadáver recebeu dezenas de cartas de amor, no dia dos namorados. Mas o advogado dele não revelou os remetentes.





