Curitiba- Apesar de ter crescido a participação da mulher no mercado de trabalho paranaense, elas continuam ganhando salários menores e só batem a quantidade de homens nos cargos domésticos e não-remunerados. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), existem no Estado 1,97 milhões de trabalhadoras, sendo que a maioria delas (43,3%) são empregadas. Enquanto 33,8% dos homens trabalham por conta própria ou é empregador, o mesmo acontece com apenas 17,4% das mulheres. Já entre os trabalhadores domésticos as mulheres representam 18,4% do total enquanto os homens apenas 0,6%.
Um dado que chama a atenção sobre as funções femininas no mercado de trabalho é que as mulheres estão em maior número nos cargos militares e estatutários (concursados). Do total, 8,3% delas ocupam esta função, enquanto no universo masculino este índice é a metade (4,1%). Já entre os trabalhadores que exercem trabalho voluntário ou qualquer outro tipo de função sem remuração a maioria é mulher (13,9% contra 5,2% dos homens).
Além de estar em menor número que os homens em boa parte das funções do mercado de trabalho, a mulher também ganha menos. Equanto um homem paranaense que está há três anos no mesmo emprego tem salário médio de R$ 472, o da mulher é pouco mais da metade (R$ 265). E o mesmo continua com quem permanece por mais tempo no mesmo emprego. Os homens paranaenses que ficam no mesmo local de trabalho até sete anos ganham, em média R$ 615. Já a mulher que permanece no emprego por este mesmo período ganha em média R$ 307.
Apesar de estar em desvantagem numérica e financeira no mercado de trabalho, as mulheres estudam mais que os homens. Na área urbana, no geral, as mulheres estudam em média 7,3 anos. Já entre as que estão no mercado de trabalho, a média de anos de estudo é de 8,9 enquanto a médio dos homens é de 7,9. Na área rural do Paraná o mesmo acontece. Na média geral as mulheres estudam 4,9 anos. Entre as que trabalham este tempo sobe 5,2 anos, enquanto o tempo médio de estudo do homem trabalhador na área rual é de 4,9 anos.

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