Agência Folha
Do Rio
‘‘Chefes de uma em cada quatro famílias brasileiras, as mulheres se defrontam com alguns fatores de desequilíbrio no mercado de trabalho: elas estudam mais e ganham menos que os homens. De acordo com o IBGE, 25,9% das famílias eram comandadas por mulheres em 1998. Em 1993, elas chefiavam 22,3% das famílias.
A PNAD mostra também que 29,7% das mulheres ocupadas estudaram 11 anos ou mais, ou seja, concluíram pelo menos o ensino médio (antigo 2º grau). Entre os homens, o percentual cai para 20,7%. As mulheres continuam, porém, ganhando menos que os homens.
Em 1998, o rendimento médio de trabalho das mulheres foi 59,3% do rendimento masculino. Em 1993, as mulheres ganhavam, em média, 50,6% do recebido pelos homens. Na população em geral, o nível de instrução das mulheres também é melhor que o dos homens. Na população masculina de 10 anos ou mais, o percentual dos que concluíram o ensino médio passou de 13,6% em 1993 para 16,8% em 1998. Entre as mulheres, no mesmo período, o percentual subiu de 15,2% para 19,2%.

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