Mulheres deixam de fazer exame oferecido pelo SUS
Apesar de oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), algumas mulheres ainda deixam de fazer o preventivo. Em Londrina, no ano passado, foram pouco mais de 26 mil exames pelo SUS, 19 mil na faixa etária de 25 a 59 anos, considerada a de maior risco de infecção por HPV. O número corresponde, segundo a enfermeira Bruna Maria Rocha Petrillo, diretora de Ações em Saúde (DAS), da Secretaria Municipal de Saúde, a 76% da meta.
Uma das formas de conscientização para o exame, segundo Bruna, são as duas campanhas anuais, normalmente nos meses de março e novembro, quando as Unidades Básicas de Saúde (UBS) abrem aos sábados para coleta.
Segundo o protocolo de assistência à saúde das mulheres, se o resultado do papanicolau é positivo, o exame é repetido em seis meses. Se desta vez, é negativo, é repetido novamente e outra negativa coloca a mulher na rotina de coleta normal a cada ano. Se o resultado é positivo pela segunda vez, a mulher passa por um exame chamado colposcopia, de imagem do colo do útero, cuja resultado vai direcionar o tratamento.
Também é possível se vacinar contra o HPV. No Brasil, são duas vacinas, de laboratórios diferentes. Segundo o infectologista e imunologista José Luiz Silveira Baldy, professor aposentado da Universidade Estadual de Londrina (UEL), uma das vacinas protege contra os tipos 16 e 18, considerados entre os mais de 100 sorotipos de HPV aqueles responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo uterino. A outra, além do câncer, ainda protege contra os sorotipos 6 e 11, causadores de verrugas genitais.
A recomendação é que a imunização seja feita em mulheres com idade entre nove e 30 anos, alvo das pesquisas com as vacinas. O ideal, segundo o médico, é que seja aplicada antes do início da vida sexual para que realmente haja proteção. ''A vacina é muito eficiente se a mulher não foi infectada'', avalia. Estimativa da comunidade científica mostra que entre 70% e 80% das mulheres adultas já tiveram HPV, e que em metade o vírus é combatido pelo próprio organismo.
Para a imunização são necessárias três doses da vacina, com custo que pode variar de R$ 300,00 a R$ 400,00. A imunização não é feita pelo SUS.(C.P.)
'Vacina é muito eficiente se a mulher não foi infectada'





