Mulheres da Via Campesina fazem protesto em Londrina
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sexta-feira, 07 de março de 2008
Adriana Ito<BR>Reportagem Local 
Londrina- Cerca de 300 mulheres integrantes da Via Campesina das regiões Norte e Noroeste do Paraná reuniram-se ontem em Londrina para uma manifestação com três objetivos: marcar o Dia Internacional da Mulher, lembrar e cobrar da Syngenta a morte de Valnir Mota, o Keno (morto por seguranças contratados pela empresa, em 21 de outubro), e protestar contra as multinacionais em geral pela soberania sobre os alimentos. A manifestação faz parte de um movimento nacional dos sem-terra.
O protesto ocorreu em uma praça na Avenida Tiradentes, local escolhido por ficar em frente a um escritório da Syngenta. ''Somos contra os transgênicos, as sementes são um patrimônio da humanidade. Além disso, queremos denunciar para a sociedade que as multinacionais estão acabando com a biodiversidade e soberania alimentar'', explicou a assentada Solange Parcianello, uma das coordenadoras da manifestação. Solange destacou ainda que, em 8 de março, o papel da mulher ''não é só ficar em casa e ganhar presente''. ''Para nós, da Via Campesina, este é um dia de luta!'', exclamou.
A assessoria da Syngenta informou que três escritórios da empresa, em Londrina, Campo Mourão e Ponta Grossa, foram alvo de manifestações do MST e Via Campesina. ''Também continuamos com a unidade de pesquisa em Santa Tereza do Oeste (PR) invadida, apesar das decisões da justiça favoráveis à reintegração de posse e de todas as conclusões da polícia e do Ministério Público que investigaram os atos de violência ocorridos nessa invasão, não envolvendo a Empresa e apresentando denúncia contra os integrantes do movimento'', informou a assessoria. ''Esperamos que não ocorra violência e acreditamos que, por meio do diálogo, sejam buscadas as soluções respeitando a lei, o Estado de Direito e a ordem''.


