Londres, 29 (AE-REUTERS) As mulheres estão no auge das rápidas mudanças que ocorrem na sociedade britânica, arrebatando novos empregos mais depressa que os homens. E as meninas se saem melhor na escola. Caso os homens estejam se sentindo vulneráveis, conforme sugerem as revistas sobre estilo de vida, a pesquisa "Tendências Sociais 1999" feita pela Agência de Estatísticas Nacionais (ONS) pouco contribuirá para tranquilizá-los.
A pesquisa mostra que as mulheres pegaram a maioria dos novos empregos em oferta, estão mais dispostas a trabalhar meio período e muitas vezes ganhar menos. Mais de 75% das mulheres entre 25 e 44 anos estavam trabalhando ou à procura de emprego em 1997, em comparação com os 50% registrados em 1971.
Meninas saem-se melhor que os meninos na escola, preparando-se mais para a sociedade que exige alto preparo profissional e muitos conhecimentos, tão elogiados pelo governo do Novo Trabalhismo britânico.
Nos últimos dez anos, as mulheres se saíram melhor que os homens nos exames para conclusão de cursos em escolas.
Tendo maior liberdade econômica, as mulheres também têm filhos em idade mais avançada, quando os têm, e muitas vezes preferem não se casar. Mulheres nascidas em 1967 tiveram em média apenas 1,3 filho até os 30 anos. Comparando: as mulheres nascidas em 1937 tiveram em média 1,9 filho. Em 1997 registrou-se o menor número de casamentos dos últimos 80 anos, embora a convivência em comum esteja aumentando.
As que se casam vão muito provavelmente separar-se de cada quatro crianças nascidas em 1979, quase uma foi afetada pelo divórcio dos pais quando chegou aos 16 anos de idade.
Embora mais pessoas reconheçam a importância da dieta e dos exercícios, isto não impede que os jovens fumem e muito provavelmente são moças e não rapazes que o fazem mais hoje em dia. Números relativos a 1996 mostram que um terço do total de moças e um quarto do total de rapazes eram fumantes regulares aos 15 anos de idade.
A renda disponível da família média quase dobrou entre 1971 e 1997.
Mas a propensão para acumular compras a crédito um dos fatores que transformaram em recessão a prosperidade econômica dos anos 80 foi substituída por uma atitude muito mais cautelosa.
Cartäes de crédito, que tomam dinheiro diretamente das contas bancárias, foram responsáveis por 42% do total de gastos com cartäes em 1997 aumento de apenas 7% em relação a 1989.
Apesar de seus avanços, as mulheres sabem que ganharão apenas 80% da remuneração horária média, e um número cada vez maior delas trabalha mais do que a União Européia (UE) gostaria.
A Inglaterra assinou a diretriz sobre carga horária da UE. Esta diz que ninguém, com raras exceçäes, deve trabalhar mais de 48 horas por semana. Mas a Agência de Estatísticas Nacionais constatou que um quinto da mão-de-obra, ou mais de 5 milhäes de pessoas, ultrapassou esse teto.

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