Mulher sepultou 2 filhos vítimas da desnutrição
Aparentando ter mais que seus 38 anos, Isabel Magalhães de Lara conta que já enterrou três filhos, dois mortos em consequência da desnutrição, e uma menina de 13 dias que teria morrido de acidente. Sobreviveram três crianças: a mais velha, tem 14 anos, e um menino, de 11. A caçula, que tem nove anos, é excepcional. Todos moram em uma casa humilde, de quarto e cozinha, no Jardim filadélfia, na periferia de Turvo.
Dona Isabel diz que a família vive com o dinheiro que seu marido, Felisbino Machado de Lara, de 40 anos, consegue com serviços esporádicos. Ela diz que, agora, não falta comida. Mas confessa que tem anemia. Por isso, não pôde amamentar os filhos. Eu acabava muito fraca após o parto e, por isso, ficava de cama por muitos dias. Por isso, as crianças foram criadas com mamadeira, diz.
A moradora conta que dois filhos morreram, com idade entre dois e seis meses, por desidratação e pneumonia. Mas que procurou socorro médico, sem sucesso, porque as crianças estavam muito fracas. Dona Isabel diz que não trabalha, não só por ser uma pessoa fraca, mas porque precisa ficar em casa para cuidar da filha excepcional, que estuda de manhã em uma instituição especializada em atendimento a crianças especiais.





