Washington, 14 (AE-AP) - Autoridades norte-americanas informaram hoje (14) que a mulher que trabalha numa base científica no Pólo Sul e que descobriu um caroço em seu seio está recebendo "os melhores cuidados médicos que ela poderia ter nas atuais circunstâncias". A força aérea norte-americana conseguiu cumprir no final de semana a missão de lançamento dos suprimentos de emergência para a base na Antártica. Houve apenas a perda de um aparelho de diagnóstico de ultrassom destruído pela queda que, no entanto, não é "considerado vital para o sucesso do tratamento". "Parece que todos os suprimentos médicos mais importantes resistiram ao lançamento", afirmou Karl A. Erb, diretor do programa polar da Fundação de Ciências Nacional. "Isso permitirá ao paciente, com a assessoria de médicos especialistas nos Estados Unidos, começar um tratamento adequado", disse. A direção da Fundação não divulgou o nome da mulher e nem detalhes sob o seu diagnóstico, argumentando que estavam seguindo o seu desejo de privacidade. A mulher, de 47 anos, faz parte de um grupo de 41 norte-americanos que trabalha na base polar da instituição. Eles chegaram à Antártica em fevereiro, antes do início do inverno polar, e não poderão deixar o local até pelo menos outubro, quando começa a estação de verão. As condições extremas do inverno na Antártica, 24 horas de escuridão e frio de mais de 60 graus Celsius negativos, não permitem o pouso de um avião para retirada de qualquer pessoa do local.

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