RIO - O Juizado de Infância e Juventude do Rio inicia hoje investigação para tentar descobrir os familiares de 13 crianças encontradas na semana passada com Eneida Magalhães Pires, 45, em um casebre em Jacarepaguá. As crianças estão em um abrigo da Prefeitura. O juiz da 1ª Vara de Infância e Juventude, Siro Darlan, vai verificar os cadastros do juizado do Rio e de outros Estados, que têm informações sobre crianças desaparecidas.
‘‘Temos bons resultados com o cadastramento. Localizamos 70% das crianças desaparecidas que são cadastradas no juizado do Rio’’, disse o juiz. ‘‘O problema de crianças desaparecidas no Brasil é relegado a segundo plano. As polícias estaduais não têm o hábito de trocar dados entre si. Uma criança desaparece no Rio e aparece em Minas. Fica difícil descobrir’’, disse.
Eneida, que se diz parapsicóloga, teve a prisão preventiva temporária decretada, acusada de adulterar os registros das 13 crianças. Ao ser interrogada inicialmente, a mullher Eneida afirmou que as crianças - de 2 a 15 anos - eram seus filhos naturais. Mas depois acabou dizendo que teria adotado algumas delas no Paraná. Eneida disse que fez as adoções porque gosta muito de crianças. Em sua casa, foram descobertas ao todo 34 certidões de nascimento.
Ontem, porém, a diretora da DPCA (Divisão de Proteção à Criança e ao Adolescente), Márcia Julião, ouviu Lilissane, de 16 anos, uma das crianças encontradas na casa de Eneida. Lilissane reconheceu fotos de seis das 21 crianças que não existiriam. Com o reconhecimento, a delegada passou a investigar o paradeiro das demais crianças.

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