Mulher perde os documentos e acumula dívidas em Sorocaba
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quinta-feira, 20 de maio de 1999
Por José Maria Tomazela 
Sorocaba, SP, 21 (AE) - Quando teve seus documentos, entre eles a Cédula de Identidade e o Cadastro de Pessoa Física (CPF) furtados em março do ano passado, a auxiliar de enfermagem Telma Alessandra Simões, de 26 anos, de Sorocaba, não imaginava que seria transformada numa das maiores "caloteiras" do comércio paulista. Mesmo sem nunca ter aberto conta em bancos, ela "emitiu" pelo menos 91 cheques sem fundos para pagar compras que podem passar de R$ 50 mil. Os ladrões usaram seus documentos para a abertura de contas e a obtenção de talões de cheques, usados para pagar uma infinidade de despesas. Só na Capital, foram feitas compras em nome de Telma nas lojas C&A, Mappin e Carrefour. Ela tornou-se também devedora de empréstimos em financeiras.
A auxiliar de enfermagem só soube que estava inadimplente quando tentou abrir conta em um banco de Sorocaba, no começo deste ano. Ela foi informada de que seu nome constava da lista de maus pagadores do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) e do Serasa. Haviam sido emitidos, em seu nome, 64 cheques do Banco Itaú e 27 do Banco do Brasil, todos devolvidos por falta de fundos.
Os últimos débitos foram feitos entre os dias 21 de janeiro e 17 de fevereiro. Sem condições de pagar um advogado para cancelar as dívidas, Telma recorreu à Procuradoria do Estado. Ela terá uma audiência com os advogados na segunda-feira para apresentar o Boletim de Ocorrência que registrou quando seus documentos foram furtados. Para livrar-se das dívidas, Telma terá que obter uma certidão judicial de que não é responsável pelas compras feitas pelos ladrões e apresentá-la a cada um dos credores.


