Curitiba - O Instituto Médico Legal (IML) confirmou a primeira morte do ano por inalação de monóxido de carbono, em Curitiba. Uma mulher de 32 anos, foi encontrada morta na noite de segunda-feira no chão do banheiro do apartamento em que morava no bairro Bigorrilho. Houve falta de oxigênio no cérebro causada por intoxicação por gases.
Foi preciso arrombar a porta do apartamento onde morava Eliandra Aparecida dos Santos. Depois de percorrerem os cômodos do imóvel, parentes ouviram barulho do chuveiro. Eliandra teve ''morte branca'', assim chamada pois o gás que provoca a morte não tem cheiro nem cor e provoca o desfalecimento da vítima.
O monóxido de carbono gera a combustão incompleta do ar, pois não ocasiona chamas, nem é visível a olho nu. Se não houver ventilação imediata e a pessoa continuar inalando o gás, morre em uma ou duas horas. ''A gente pensa que é só abrir a janela se estiver passando mal. Mas aí é que está o perigo porque não dá tempo, a pessoa nem percebe e já está desmaiada'', diz o chefe de plantão do IML de Curitiba Fábio Lides.
A Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT) determina que equipamentos com motor a combustão devem ser somente usados em locais abertos ou com ventilação. A ABNT também estabelece a instalação de janela que permitam a entrada constante de ar no local onde esteja o aquecedor a gás.

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