São Paulo- O corpo de Rayane Queiroz Moura, de 3 anos, foi enterrado na tarde de ontem no Cemitério Parque dos Ipês, na zona sul de São Paulo. Horas mais tarde, revoltados, centenas de moradores da rua onde a garota vivia atearam fogo em móveis e roupas da vizinha dela, Rosângela Dias de Almeida, de 30 anos. Presa em flagrante anteontem, Rosângela confessou ter matado a criança. Disse à polícia ter cometido o crime porque a mãe de Rayane, Francisca, de 38 anos, havia desistido de testemunhar em seu favor em um processo judicial.
Rayane estava desaparecida desde as 14 horas de quarta-feira. Às 9 horas de anteontem, o corpo foi encontrado por um catador de lixo em um barranco, perto da casa dela, dentro de uma bolsa preta. Tinha um fio elétrico azul enrolado no pescoço e pedaços de algodão colorido dentro da boca e do nariz.
Interrogando os vizinhos, policiais desconfiaram do depoimento de Rosângela. Depois, encontraram chumaços de algodão colorido na casa dela e fios. A vizinha, então, confessou. Afirmou à polícia ter molhado o algodão com acetona e colocado no nariz da menina. Depois a enforcou. Antes de matá-la, disse à Rayane que ela não merecia o que ia fazer, mas que os pais dela mereciam sofrer.

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