Rio - Policiais civis e militares, bombeiros e agentes do Centro de Controle de Zoonoses de Campos, no Norte fluminense, foram mobilizados na manhã de ontem para atender a um chamado macabro - a cadela Fadinha, da raça pitbull, teria devorado o bebê recém-nascido de sua dona, Valdinéia Florindo Coutinho, de 38 anos. À tarde, depois de o animal ter sido operado para que fossem retirados de seu estômago os restos da criança, descobriu-se que Valdinéia sequer esteve grávida. A polícia está investigando se ela sofreu gravidez psicológica ou agiu de má-fé.
Valdinéia estava em casa, na favela Parque Aldeia, com os três filhos - um rapaz de 17 anos e duas meninas de 14 e 13 -, quando queixou-se de um mal-estar. Ela contou aos filhos que a bolsa d'água havia rompido e que a criança havia caído no chão. A cadela, então, teria atacado o bebê e o engolido. Ninguém testemunhou o fato. Uma das filhas confirmava inicialmente a versão, mas depois confessou a mentira a pedido da mãe.
A polícia começou a suspeitar da história quando encontrou o piso da casa lavado. A cadela Fadinha estava aparentemente tranquila e não havia vestígios de sangue em seu focinho.
Enquanto isso, Valdinéia era atendida no Hospital da Beneficência Portuguesa. Os médicos atestaram que ela não teve gravidez recente - não havia dilatação intravaginal, o colo do útero estava fechado, o útero apresentava dimensões normais e não havia vestígio de sangue ou placenta.

mockup