Mulher fica acorrentada em delegacia
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segunda-feira, 11 de maio de 2009
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Marialva- Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estiveram ontem na Delegacia de Marialva (Noroeste do Estado) e constataram que uma mulher presa por tráfico de drogas permaneceu acorrentada por cinco dias à porta da carceragem e dormindo no chão. Segundo o advogado membro da Comissão de Direitos Humanos (CDH), Tomaz Marcelo Belasque, a situação é desesperadora também entre os outros cinco presos.
Belasque explicou que os problemas envolvendo a cadeia de Marialva se arrastam desde agosto de 2007, quando a Justiça interditou a carceragem por causa de danos na estrutura do prédio, uma sala comercial transformada em cela. Os presos foram transferidos para Maringá mas foram mandados de volta recentemente. ''Eles ficam numa cela que não tem banheiro, água nem ventilação. A PM tira um por um às 8 horas para fazer as necessidades, eles voltam para a cela e só saem de novo no outro dia'', criticou o advogado.
Mas em condição pior ainda estava uma mulher presa há cinco dias por tráfico. Ela teve um dos pés acorrentados à porta da cela pelo lado de fora e dormia sobre um pano. Por pressão da OAB, foi transferida ontem a noite para Astorga.
Belaque disse que o Ministério Público ingressou com uma ação civil pública pedindo a remoção dos presos em 60 dias e prazo de seis meses para a reforma. A Justiça concedeu liminar há 20 dias mas o governador Roberto Requião ainda não foi oficiado.
A FOLHA não conseguiu falar com a Polícia Civil nem com os representantes do Ministério Público e da Justiça ontem a noite.


