Mulher é presa acusada de matar seu filho de seis anos
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segunda-feira, 27 de dezembro de 1999
Por Renato Lombardi 
São Paulo, 27 (AE) - A empregada doméstica Maria Aparecida de Oliveira, de 28 anos, foi presa e autuada em flagrante no começo da noite de ontem (16), no 1.º Distrito Policial de Diadema, acusada da morte do filho Bruno, de 6 anos. O menino brincava na porta da casa da Rua Maria Candida de Oliveira, 416, no Jardim Barrinuevo, quando foi atingido por uma bala na barriga e morreu ao chegar ao Hospital de Diadema.
Os vizinhos contaram à polícia que Maria pediu emprestado o revólver calibre 38 de um amigo, apontou a arma para a rua, onde estava o seu filho, e atirou. O delegado Antonio Vieira, do 1.º DP, autuou Maria por homicídio doloso (teve a intenção de atirar) e a encaminhou para uma das celas do 7.º Distrito Policial, de São Bernardo do Campo, destinada às mulheres.
O dono da arma foi identificado pelo apelido de Alemão e está sendo procurado. Uma testemunha declarou aos policiais militares que Maria e o amigo estavam bebendo cerveja quando ele tirou o revólver da cintura e começou a falar da potência da arma.
A mulher pediu para examiná-la e começou a apontar para todos os lados, ameaçando atirar. Depois, teria apontado o revólver para a porta onde Bruno brincava. Em seguida, ocorreu um disparo. Maria negou ter tido a intenção de atirar no filho.
Acidente - Desesperada, ela afirmou que a arma disparou sem que tivesse acionado o gatilho. "Eu não sei como foi acontecer, foi um acidente; a última coisa no mundo que eu queria era atirar no meu próprio filho", disse aos policiais ao ser detida e encaminhada para a delegacia.
O delegado Vieira entendeu ter havido negligência e imperícia por parte de Maria que, ao manusear a arma, provocou um disparo e a morte do filho. Ele decidiu pelo flagrante por homicídio doloso. O crime não é afiançável e, se condenada, Maria poderá ficar na cadeia de 12 a 30 anos. Os familiares pensaram em arranjar um advogado para defendê-la e conseguir na Justiça o relaxamento da prisão em flagrante.
Mas o primeiro advogado consultado pediu muito dinheiro, informou um primo da doméstica. Os investigadores de Diadema estão tentando identificar Alemão. Maria disse desconhecer o nome do rapaz. Sabe apenas o seu apelido. Para os policiais, o dono da arma deve ter antecedentes criminais e por isso fugiu levando o revólver, possivelmente com numeração raspada.


