Mulher e filho suspeitos de matar policial em Maringá
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segunda-feira, 06 de março de 2017
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
A Delegacia de Homicídios de Maringá investiga a morte do policial civil Adalton Rogério Torres, de 56 anos, que foi assassinado dentro da própria casa na manhã desta segunda-feira (6), no Jardim Maravilha, em Maringá. Ele foi encontrado morto com dois tiros no rosto e um no peito. A suspeita da Polícia Civil é de que a mulher e o filho da vítima estejam envolvidos no crime.
Na noite anterior, a esposa e filho do policial procuraram a delegacia para denunciá-lo pelo crime de violência doméstica. Um boletim de ocorrência chegou a ser registrado contra o investigador que trabalhava no 3º Distrito Policial de Maringá. Segundo a Polícia Civil, mãe e filho se apresentam na delegacia ainda pela manhã.
Conforme a 9ª Subdivisão Policial de Maringá, a mulher confessou ter atirado no marido. Ela relatou ainda que era vítima de agressões constantes há vários anos. A Delegacia de Homicídios relatou que o investigador teve acesso de fúria ao saber que a mulher e o filho estavam na delegacia para denunciá-lo e teve de ser contido por outros policiais. Os dois foram encaminhados pelos próprios policiais para um hotel, para evitar maiores desentendimentos em casa. Porém, durante a madrugada eles retornaram para a casa.
Segundo a versão da mulher, ela foi novamente agredida e, ao notar que o marido dormia com a arma sob o travesseiro, pegou um revólver calibre 22, que ficava guardado em casa, e "com medo de ser morta", deu três tiros contra ele. Ao alegar que foi espancada pelo investigador, ela foi submetida a exames de corpo de delito. A arma do crime foi apreendida e a Delegacia de Homicídios abriu inquérito para apurar o caso.
A assessoria de imprensa da Polícia Civil divulgou que o policial tinha 33 anos de carreira e, além de Maringá, teve passagens por Apucarana, Mandaguaçu e Londrina. Ele deixa dois filhos. O corpo será enterrado na manhã desta terça-feira (7), no Cemitério Parque, em Maringá.


