O relato de uma testemunha indica que a ação dos falsificadores de documentos presos anteontem em Londrina é antiga. Uma motorista de 40 anos, que não quer ser identificada, contou que em 2003 seu ex-marido pagou cerca de R$ 5 mil para obter documentos que lhe permitissem entrar ilegalmente nos Estados Unidos.
A mulher, que não quis ser identificada, foi ontem à 10 Subdivisão Policial (SDP), mas foi informada de que somente hoje poderia prestar depoimento. À FOLHA, ela revelou que o ex-marido foi cliente de Juarez Ricardo dos Santos, uma das pessoas presas pelo Gecon. Ele também se declarara apenas cliente, mas a polícia descobriu que fazia parte da quadrilha.
''Ele (o ex) vendeu nossa casa para conseguir RG, passaporte e declaração de imposto de renda falsos. O RG não chegou até o dia da viagem e ele acabou entrando nos EUA pelo México'', disse. O caso aconteceu em Ibiporã, onde Santos teria um escritório de despachante.
O delegado-chefe da 10 SDP, Sérgio Luiz Barroso, afirmou que além das três pessoas já presas, a quadrilha pode ter outras ramificações e atuação em todo o Estado. ''Foi encontrada uma solicitação de Paranavaí. Também há indícios de que falsificavam até vistos, por isso vamos cruzar informações com a Polícia Federal.'' Ele acrescentou que os documentos falsos podem ter sido usados em vários crimes, como participação fraudulenta em concursos públicos.

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