São Paulo, 18 (AE)- A mulher de Viscente Viscome, Leopoldina Pereira, de 49 anos, está organizando para a terça-feira manifestação de apoio do marido. Ela reabriu, ontem (17), o escritório político do vereador, na Mooca, zona leste de São Paulo, e garante que vai continuar "os trabalhos sociais" de Viscome.
"Conheci muito bem o Viscome e tenho autoridade para falar, como político ele é excelente e confio nele", disse. "Agora, como homem não tenho muita coisa boa para lembrar, por isso estou em processo de separação."
Um dos primeiros projetos que Leopoldina pôs em prática foi a volta das sete ambulâncias, que têm estampadas o nome de Viscome. "As pessoas ligam para o comitê pedindo ajuda e nós fazemos a remoção gratuitamente", disse. "É bom poder ajudar."
O objetivo da manifestação será pedir justiça. "Não é justo o Viscome continuar preso, enquanto há outros vereadores soltos", afirmou. "Não há nenhuma prova material com ele.""Estamos convocando todos os amigos, parentes e as pessoas que de alguma forma acreditam no trabalho e na inocência dele para participar do ato", disse Leopoldina, conhecida como Dina. "Acredito que cerca de 800 pessoas devem comparecer à manifestação, na frente da Câmara", afirmou.
Leopoldina contou que está aborrecida PPB, por que o partido expulsou Viscome logo no início das investigações. "O Viscome foi o laranja da história, ele é ingênuo e pegaram o mais bobinho para dar uma satisfação para o povo", afirmou. " O partido quis mostrar que a laranja podre já foi eliminada e agora só tem gente honesta, coisa que não é verdade." "Isso também vale para os vereadores da Câmara Municipal", disse. "Há muitos vereadores envolvidos em escândalos e não é justo prender apenas o Viscome."
Após seu depoimento na Comissão Processante, hoje pela manhã, Viscome comentou a iniciativa da mulher e disse que eles sempre trabalharam juntos em creches e asilos. "É uma grande mulher."

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