São Paulo, 16 (AE) - A dona de casa Lourdes de Jesus Pinto, de 60 anos, mulher do deputado estadual Arthur Alves Pinto (PL), foi baleada hoje, ao chegar ao estacionamento da entidade beneficente Grupo Vida, da qual é presidente. Lourdes foi abordada por dois rapazes armados, que cercaram o carro dela
um Vectra, de cor vinho, placas CGF-5261. Nervosa, ela não conseguiu abrir o vidro. Lourdes foi atingida no ombro esquerdo e passa bem.
A tentativa de assalto ocorreu na Rua Gabriel de Lara, altura do número 59, na Vila Cordeiro, região do Brooklin, na zona sul da cidade. Ela foi levada para o Hospital Albert Einstein e passou por uma cirurgia para remoção da bala.
De acordo com o delegado Alfredo Scaffi Filho, que conversou com Lourdes no hospital, três rapazes participaram da tentativa de assalto. Um deles ficou no carro, enquanto os outros batiam com revólveres no vidro do Vectra de Lourdes para obrigá-la a abrir. Ela contou ao delegado que, além de ter ficado muito nervosa, tem um problema de audição e não entendeu direito o que eles pretendiam. Irritado com a demora, um deles atirou. "Em seguida, gritaram vamos embora e saíram", comentou o delegado, de acordo com o relato de Lourdes. "Eles não consumaram o assalto, mas, covardemente, atiraram nela".
Boletim - Segundo boletim médico divulgado no começo da noite pela Assessoria de Imprensa do Hospital Israelita Albert Einstein, a paciente Lourdes de Jesus Azadinho Alves Pinto foi levada ao hospital às 13h45, vítima de ferimento provocado por arma de fogo. Ela foi submetida a uma cirurgia para tratamento de uma fratura da clavícula esquerda, decorrente do projétil que atingiu o ombro do mesmo lado. O estado de saúde da paciente é regular. Assinam o boletim os médicos José Goldenberg e Dan Oizerovici, responsáveis pela paciente. Crimes - A noite de segunda-feira e madrugada de hoje foram bastante agitadas no setor policial. Dezenas de crimes violentos foram registrados em delegacias da Grande São Paulo. Num deles, um homem foi assassinado e outro baleado, às 22h30 de ontem no Rua Olivio Coli, no Jardim Aurora, Guainases, na zona leste. Joaquim de Jesus Moreira e seu primo Jesse Moreira Leomas, conhecido por Branco, ambos de 24 anos, estavam no bar quando foram baleados com vários tiros.
Francisco José Moreira, de 37 anos, contou aos policiais que estava com eles e acredita que, ao sair, tenha ocorrido uma discussão que resultou no tiroteio. Ele afirma que os primos eram trabalhadores e não se envolviam com marginais, nem usavam drogas. Joaquim morreu e Jesse está internado em estado grave no Hospital Planalto.

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