Os pais Silvia Helena da Rosa e Márcio Antônio de Toledo com os quadrigêmeos que ainda estão na UTI por serem prematuros, mas passam bem
Os pais Silvia Helena da Rosa e Márcio Antônio de Toledo com os quadrigêmeos que ainda estão na UTI por serem prematuros, mas passam bem | Foto: Fotos: Marcos Zanutto



Adiar o sonho de ser mãe por problemas de saúde é uma situação que deixa qualquer mãe angustiada. No caso da técnica em enfermagem Sílvia Helena da Rosa, se casou aos 33 anos e descobriu que estava com câncer de mama um ano depois. Para realizar o tratamento com quimioterapia e radioterapia, ela não podia engravidar. Depois de um ano após o fim do tratamento, o médico a liberou para se submeter à fertilização in vitro em Maringá (Noroeste). E ela descobriu que seria mãe de quadrigêmeos. "Foram introduzidos três embriões, dois deles mais fortes e um mais fraquinho", relata a mãe. Dois deles se desenvolveram e no primeiro exame foi constatado que seriam dois bebês. No segundo exame, um dos embriões se subdividiu e já eram três embriões. Logo depois o outro também se dividiu e ela constatou que seriam quatro embriões. "Foi uma surpresa", relata a mãe, que ficou feliz, mas ao mesmo tempo assustada com a notícia. Ela revela que tanto na sua família, como na família de seu marido já havia casos de gêmeos univitelinos (idênticos), mas nenhum caso de dois gêmeos univitelinos. "Eu pensei: Ai, Meu Deus. Eu estou com medo de fazer ultrassonografia de novo", relembra.

Com gravidez de risco ela passou o último mês internada, mas a bolsa rompeu e ela teve os bebês com 28 semanas e cinco dias. São quatro meninos, dois óvulos que se dividiram, portanto duas duplas de univitelinos, os chamados gêmeos idênticos. Uma chance em 700 mil, segundo a literatura médica. "Nós tivemos que deixar todo o centro cirúrgico dedicados só a eles. Foram 15 profissionais envolvidos e nenhum deles ficou sem fazer nada durante o parto", destaca a médica Sueli Aparecida Kubiack Gorla. Nascidos de cesárea, o procedimento demorou cerca de uma hora. "Minha vida vai mudar muito, mas eu estou muito feliz", declara.

Imagem ilustrativa da imagem Mulher dá à luz quadrigêmeos



Os quadrigêmeos nasceram no dia 29 de maio, uma segunda-feira, no Hospital Evangélico de Londrina. São eles: João Paulo (1,300kg), Luiz Henrique (1,200kg), Pedro Augusto (1,255kg) e Vitor Hugo (1,265kg) que nasceram de cesariana. Na hora de nominar as crianças, até a mãe se confundiu com os nomes na hora de repassá-los aos repórteres. "É muito nome. Até a mãe se atrapalha e não sabe quem é quem", confessa. Os bebês estão bem, mas são prematuros e ainda vão passar um tempo na UTI neonatal.

Sílvia recebeu alta na sexta-feira (2), mas os bebês devem permanecer na UTI neonatal até evoluírem o seu quadro e conseguirem respirar sozinhos. Por enquanto os pequenos estão se alimentando por sondas, mas a expectativa é de que sejam alimentados com leite materno, mas Sílvia ainda não conseguiu produzir leite.

Ela relata que vai pedir ajuda aos parentes para conseguir cuidar de tantas crianças ao mesmo tempo, mas que ainda não fez uma escala de quem vai cuidar dos bebês. O pai das crianças, Márcio Antônio de Toledo, se prontificou a não deixar a esposa sozinha com a tarefa, mas também ficou preocupado sobre como vai sustentar tantas crianças. "Vou ter que trabalhar bastante", projeta. "O pai é um paizão. Eu ganhei na Sena com esse marido e esses filhos também. Valeu a pena.", conclui Sílvia.

Toledo afirma que as crianças são muito parecidas e que vão manter a pulseira com os nomes até se acostumarem para saber quem é quem.

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