A londrinense Isabel Cristina Lopes confessou ter mandado matar o marido, o agente penitenciário Claudinei Briviglieri morto em 2005. A confissão aconteceu em sessão do júri popular realizado na segunda-feira e que terminou só na madrugada de ontem. A viúva foi condenada pelo crime de homicídio duplamente qualificado a 16 anos e quatro meses de prisão. Ela já aguardava julgamento presa no 3º Distrito Policial de Londrina onde está há quase cinco anos.
O Ministério Público por meio da promotora da 1 Vara Criminal, Susana Feitosa Lacerda, encaminhou recurso ao Tribunal de Justiça argumentando que há elementos técnicos nos autos para que a pena chegue a 20 anos. De acordo com o MP, a mulher teria mandado matar o marido para ficar com um seguro de vida.
Já o advogado de Isabel, Mateus Vergara, recorreu ao TJ alegando nulidade do julgamento. ''São pelo menos 18 alegações que estamos apontando, uma delas é quanto ao sorteio dos jurados'', disse.
Claudinei foi assassinado a tiros quando chegava em casa do trabalho. Ele trabalhava como agente penitenciário da Casa de Custódia de Londrina (CCL). O autor dos disparos, que era adolescente na época, está preso desde o dia do crime.
Ainda segundo o advogado de Isabel, ela confessou o crime alegando que o marido batia nela e na filha. ''Ela confessou friamente e disse até não estar arrependida como mulher de ter feito isso, mas sim como ser humano'', disse.
Vergara destacou que Isabel pode ser solta nas próximas semanas pelo fato de ter direito à progressão de regime. ''Ela tem que cumprir um sexto da pena em regime fechado e já passou quase cinco anos presa. Além disso já faz quase dois anos que ela trabalha dentro da unidade e a cada três dias trabalhados dentro da prisão ela ganha um dia da pena'', detalhou.

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