Mulher católica morre após explosão de bomba em Portadown
Londres, 05 (AE-ANSA) - Uma mulher católica morreu na noite de sexta-feira (04) devido à explosão de uma bomba lançada por extremistas protestantes contra uma casa em Portadown, Irlanda do Norte.
A cidade - localizada a sudoeste de Belfast, capital da Irlanda del Norte - foi, há um ano, o epicentro da tensão entre católicos e protestantes.
Os extremistas protestantes atacaram a casa situada em Corcrain, um bairro de maioria protestante em Portadown. Eles colocaram a bomba, rudimentar mas bastante potente, dentro da casa. O artefato explodiu quando a mulher de 59 anos a recolheu com a intenção de jogá-la pela janela.
Outro atentado ocorreu pouco depois no bairro de Westland Drive, onde outra bomba que foi lançada contra uma casa habitada por uma família católica, mas caiu no jardim, causando poucos danos.
O objetivo dos atentados é promover uma espécie de "limpeza étnica", ou seja, desalojar os católicos que ainda vivem em áreas protestantes de Portadown.
Um porta-voz da policía da província do Ulster, a Royal Ulster Constabulary, afirmou: "Acreditamos que ambos os episódios são obra dos protestantes."
Para o novo primeiro-ministro da Irlanda do Norte, o protestante moderado David Trimble, os atentados se propõem a impedir um acordo entre católicos e protestantes sobre a marcha organizada a cada mês de julho pela Ordem de Orange (protestantes) pelas ruas de Portadown.
Os católicos, que consideram o desfile uma provocação por celebrar o predomínio protestante na Irlanda do Norte, impidiram no ano passado que os orangistas passassem por Garvaghy Road, num bairro católico.
Apesar do histórico acordo firmado em abril do ano passado por católicos e protestantes, a tensão continua principalmente no que diz respeito à administração dos assuntos locais.
Os protestantes insistem que as estruturas de autogoverno sejam aprovadas apenas quando começar o desarmamento dos guerrilheiros católicos do Exército Republicano Irlandês (IRA, pela sigla em inglês), que apóiam o processo de paz mas se opõem a tal exigência.





