Embora a Síndrome de Down já seja encarada com naturalidade, muitos pais ainda chegam desinformados às entidades filantrópicas de assistência. Segundo a vice-presidente da APS-Down, Andréa Floriana Cazella, muitos ficam amedrontados pela maneira com que receberam a notícia.
  Ela lembra que há 15 anos também ficou desorientada após saber que a filha nascera com a Síndrome. Mas mudou de opinião após conhecer outras crianças portadoras. ‘‘Quando minha filha nasceu, imaginei que ela teria uma vida vegetativa. Mas quando conheci outras crianças foi maravilhoso’’, recorda.
  Andréa diz que é importante os pais procurarem ajuda logo após receberem o diagnóstico de que o filho é portador da Síndrome para dar à criança condições de se desenvolver com o trabalho de fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, educadores. ‘‘Esse trabalho funciona muito melhor quando acontece integrado com a família’’, afirma. Ela garante que todo portador pode fazer qualquer atividade. Basta que seus limites sejam respeitados.
  A fisioterapeuta da APS-Down, Kátia da Silva Alves, reforça que a ajuda especializada logo após o nascimento permite que o portador da Síndrome ganhe qualidade de vida. Mesmo considerando que cada caso tem suas peculiaridades, ela assegura que é possível tratar todos eles. Ela, por exemplo, está cuidando de um menino de cinco anos que também tem comprometimento cerebral e trabalha para recuperar os movimentos da criança a fim de que consiga caminhar sozinha. (L.A.)

mockup