Muitas não procuram ajuda
Londrina A diretora de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da Secretaria da Mulher de Londrina, Lucimar Rodrigues Silva Alves, revelou que o Centro de Atendimento à Mulher (CAM) atende, por mês, de 20 a 30 novos casos de violência. "Pela demanda de outros serviços, acreditamos que poderia chegar a cem atendimentos mensais. Infelizmente, muitas vítimas não procuram ajuda", afirma.
Outra situação verificada é que as mulheres iniciam processos junto à Delegacia da Mulher ou pedem medidas protetivas na Vara Maria da Penha, mas não dão continuidade no atendimento oferecido pelo CAM, o que seria importante para romper o ciclo de violência. "Apenas a medida protetiva nem sempre é garantia de segurança", diz.
Diante da experiência no atendimento dos mais variados casos, Lucimar avalia que o abrigamento é o último recurso para proteger a mulher vitimada. "Primeiro procuramos o apoio de familiares, mas se eles também forem postos em risco, sugerirmos o abrigo", diz. Muitas mulheres que passaram pelo CAM tiveram, inclusive, que sair do município. "É sempre um recomeço", conta. Para dar entrada no abrigo, é necessário registrar Boletim de Ocorrência com representação contra o agressor. "Queremos garantir que ele responda pelo crime", afirma.
Lucimar alerta para a necessidade de denunciar também a violência verbal, que normalmente antecede a violência física. "As mulheres precisam aprender a dizer não para todos os tipos violência", opina.(C.A.)





