A causa da explosão e incêndio que destruiu o barco Almirante Moreira, no rio Madeira, um dos mais importantes afluentes do Amazonas, e o número de feridos (25, três deles graves) e desaparecidos (entre 10 e 20) continuam originando versões contraditórias, segundo informações divulgadas ontem.
Parentes das pessoas que viajavam no barco assinalavam que o acidente causou a morte de três passageiros, mas as autoridades policiais não confirmaram os óbitos, como também não adiantaram o número exato de passageiros do barco, que superaria os 150, segundo depoimentos de sobreviventes.
O barco havia saído de Manaus e passado na sexta-feira com destino a Porto Velho, Rondônia, Estado fronteiriço da Bolívia, com três toneladas de carga, incluindo produtos inflamáveis, segundo seu proprietário, Paulo Moreira.
Moreira negou porém que sua embarcação levasse mais passageiros do que os 185 permitidos pela Capitânia dos Portos do Amazonas. Garantiu que ‘‘no barco havia somente 90 pessoas’’. Mas o capitão do barco não soube dizer o número exato das pessoas que se encontravam na embarcação.

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