Mudar hábitos alimentares é essencial
Um alerta feito pelos especialistas é quanto aos hábitos de vida. Nem sempre a cirurgia é garantia plena de viver sem hemorróidas. O problema pode reaparecer, ou ainda, veias secundárias podem sofrer dilatação, gerando novas hemorróidas.
Para a coordenadora do Ambulatório de Proctologia Feminina do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE), Margareth da Rocha Fernandes, os pacientes precisam ter uma alimentação bem regulada. Faz parte da recomendação dieta rica em fibras; uma boa dica é incluir a semente de linhaça em seu dia-a-dia.
Recentemente, um laboratório japonês anunciou a fabricação de uma injeção para tratar hemorróidas, que tem o sulfato entre seus componentes. O sistema, já conhecido pela classe médica, é a escleroterapia.
A técnica surgiu nos anos 1920 e foi praticamente abandonada porque as substâncias utilizadas para fazer a esclerose das veias poderiam causar efeitos adversos. Os médicos também não sabiam precisar qual seria o grau de penetração das substâncias no organismo e o que poderia acontecer a médio prazo.
''A técnica da esclerose foi abandonada pela classe há muito tempo. Nas faculdades, nem ensina-se mais'', lembra Margareth da Rocha Fernandes, do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE).
O laboratório japonês Mitsubishi, no entanto, conseguiu que seu produto fosse aprovado pelo serviço de saúde daquele país no ano passado. Um dos estudos utilizados para aprovação do medicamento foi apresentado em 2003, durante o Encontro Anual da Sociedade Japonesa de Coloproctologia. Os pacientes foram divididos em dois grupos: 106 receberam a injeção e 87 foram tratados com a hemorroidectomia. Eles foram acompanhados entre outubro de 2000 e outubro de 2002. Vinte e oito dias após o tratamento, 94% dos que receberam a injeção tinham melhorado. (V.C./A.E.)





