Mudanças não são tão significativas
Londrina - A estudante de Medicina Célia Gava Jorge, representante do Centro Acadêmico de Medicina Anísio Figueiredo (Camaf) da PUC, diz que as mudanças anunciadas não são tão significativas, "visto que a partir do segundo semestre do curso já começam a ter contato com o SUS através de aulas de Práticas em Atenção Básica, nas Unidades Básicas de Saúde do município, conhecendo sua estrutura, demanda e funcionamento".
"Além disso, o internato já é realizado através de convênio com o SUS, e isso ocorre na maioria das universidades. A carga horária supera os 30% imposto na nova diretriz curricular", comenta a estudante.
Com relação às provas bienais, Célia acredita ser uma forma de acompanhar o desenvolvimento acadêmico e, se houver problemas, serem corrigidos a tempo e sem prejuízo futuro ao aluno. "Considerando que a outra opção seria uma prova final como a do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, tornam-se viáveis as provas bienais, pois uma prova de título como gostariam de impor, só penalizará o aluno, e não a instituição de ensino. Uma avaliação global e seriada abre precedente para impedir a faculdade de colocar um médico despreparado no mercado como ocorre com muitos no curso de Direito, que se formam mas não podem atuar sem obter o título."
Ao mesmo tempo, os estudantes, segundo ela, consideram que o fato de contarem para provas de residência também é interessante, pois busca a formação de um médico generalista e não "superespecialista". "Entretanto, o questionamento e receio estão em como essas provas serão elaboradas e se serão aplicadas de maneira organizada. Se tais mudanças foram feitas com o intuito de melhorar o ensino e passar segurança tanto ao aluno quanto à sociedade, achamos deveras válido. Esperamos que isso, contudo, não seja mera estratégia política que desmoralize o ensino médico no País", afirma.(M.T.)





