Mudanças não preocupam londrinenses
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sexta-feira, 26 de julho de 2013
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
Rio - Mesmo com as mudanças de última hora na programação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), transferindo a vigília e a missa final do bairro Guaratiba, na zona oeste, para Copacabana, na zona sul, os londrinenses que participam do evento não perderam a empolgação. A FOLHA conversou com um grupo de quase 50 peregrinos que partiu da paróquia São Vicente de Paulo para passar o fim de semana no Rio de Janeiro (RJ).
Eles chegaram ontem de manhã e, logo depois do almoço, se juntaram à multidão que se enfileirava nas calçadas da Avenida Atlântica esperando a passagem do papa Francisco no papamóvel que o levaria ao palco de onde assistiu a encenação da Via Sacra. De acordo com o padre Joel Ribeiro Medeiros, os problemas estruturais que forçaram a mudança não devem atrapalhar. "Para nós e para outros grupos de Londrina com que conversei foi até melhor, evita esse deslocamento até lá (Guaratiba)."
Ele informou que mais ônibus de Londrina vão chegar hoje pela manhã ao Rio de Janeiro. De acordo com o Setor Juventude da Arquidiocese de Londrina, da região seriam cerca de 1,5 mil jovens participando da JMJ. "Uma coisa é a gente estar em casa, falar da Jornada e outra coisa é estar aqui, vendo a animação, a vivência e a fé de toda essa multidão", ressaltou o padre.
Para o jovem peregrino londrinense Gabriel dos Santos Silva, uma decepção é o cancelamento do trajeto de 13 km que seria feito a pé pelos participantes. "Eu gostaria de fazer essa peregrinação, porque está no espírito da Jornada, mas se não dá, tudo bem. Só o fato de estar aqui já é muito bom."
Para manter a peregrinação dos jovens, a organização da JMJ acertou com a Prefeitura do Rio de Janeiro um novo trajeto, um pouco menor. Agora o caminho será de 9,5 km, saindo da Central do Brasil em direção a Copacabana.
Em entrevista coletiva, o prefeito Eduardo Paes justificou a mudança do local. Ele disse que o aterro de Guaratiba não suportou o excesso de chuvas e que os serviços de segurança e saúde indicaram a decisão. "Quando a Igreja nos pediu um local amplo e, de preferência, mais carente para que o papa fizesse esse ato, oferecemos Guaratiba, mas choveu demais esta semana e isso não dava pra prever."
* O repórter viajou em parceria com a Rádio Paiquerê AM


