Mudanças na RM descentralizam vagas
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Marcela Rocha Mendes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Cerca de 8 mil graduados em medicina ficarão sem vagas para complementar sua formação, nos próximos anos, devido à forma como a residência médica (RM) está estruturada no Brasil. Durante o Fórum da Comissão Nacional de Residência Médica, realizado em Curitiba, algumas alterações na definição dessas vagas foram anunciadas. O objetivo é acabar com os desequilíbrios na distribuição e criar meios de atrair os profissionais para especialidades e regiões onde há maior demanda.
Segundo Adriano Massuda, representante da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem) e um dos coordenadores das discussões, uma novidade é a criação de mil novas bolsas de residências dirigidas para especialidades do Sistema Único de Saúde (SUS) nas regiões onde existe maior demanda. O anúncio foi feito no fórum pelos Ministérios da Educação (MEC) e da Saúde (MS).
É uma grande conquista. As escolas de medicina têm defendido o reforço na especialização voltada para as necessidades médicas do país, principalmente nos locais onde é preciso maior desenvolvimento. Isso cria um marco de geração de vagas para essas novas diretrizes. De acordo com professor da Universidade Federal do Paraná, hoje o Sudeste concentra cerca de 55% das vagas, o Sul 20% e os outros 25% são divididos entre as demais regiões.
Outra definição é a ampliação de vagas nas especialidades da saúde da família, área com dificuldade de preenchimento das vagas atuais. Para reverter esse quadro, estímulos como aumento no valor da bolsa vêm sendo discutidos. Outro atrativo defendido pelos integrantes da Comissão Nacional de Residência Médica é que a RM seja a porta de entrada para atuação no SUS. Hoje, a única forma de ingressar na saúde pública é o concurso.
O residente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Associação dos Médicos Residentes de São Paulo, Gerson Salvador, vai além: Nós defendemos que o SUS tenha um plano de carreira, cargos e salários. E que os anos de residência contem para isso.


