Apesar de muitos brasileiros já terem aderido à reforma ortográfica da língua portuguesa, assinada em 2008, o acordo ainda não entrou oficialmente em vigor. O prazo para a obrigatoriedade foi prorrogado pelo governo federal para 1° de janeiro de 2016, juntamente com Portugal e outros países lusófonos. Enquanto isso, é inegável a evidência que o movimento "Simplificando a Ortografia" tem ganhado, sobretudo após a formação de um Grupo de Trabalho Técnico (GTT), na Comissão de Educação do Senado, que tem a esperança de emplacar o que chamam de "ajustes" para tornar a compreensão das regras mais acessíveis.
A principal meta do movimento liderado pelo professor Ernani Pimentel é alcançar um sistema que apresente um número menor de regras e de exceções e uma maior abrangência.
Para Pimentel, quem está aprendendo a escrever "não entende por que e quando se usa uma ou outra letra".
Evanildo Bechara, gramático e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), afirma que o grande problema da língua portuguesa, atualmente, é estrutural - como a frase é elaborada, e não a ortografia. "Há dezenas de corretores ortográficos hoje. Além disso, a ortografia, com o tempo, torna-se memória visual. Mas a linguagem coloquial e a maneira de escrever as frases estão cada vez pior. Isso, sim, é preocupante." Conforme o estudioso, o apoio de senadores ao GTT e o movimento que defende o uso da ortografia baseada no sistema fonético ou sônico mostram o quanto não sabem do sistema ortográfico e não entendem de princípios linguísticos.

Sistema de escrita baseado na representação dos sons da fala; surgiu por volta do ano 3.500 a.C. a partir da escrita cuneiforme dos sumérios

É a parte da gramática normativa que ensina a escrever corretamente as palavras de uma língua, definindo o conjunto de letras e sinais, pontuação, entre outros aspectos

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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