Mudanças na aplicação das doses em Londrina
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terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Há doses disponíveis contra a febre amarela em todas as unidades básicas de saúde de Londrina. Até esta quinta-feira (18), a vacinação será feita em qualquer horário. No entanto, a partir desta sexta, as doses serão aplicadas uma vez por semana em cada unidade, de acordo com um cronograma estabelecido pela Secretaria Municipal de Saúde.
A informação foi repassada pela diretora interina de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Sônia Fernandes. Segundo ela, a intenção é otimizar a imunização e evitar perdas já que cada frasco contém mais de uma dose.
Nas últimas semanas, houve ligeiro aumento na procura pelas doses em algumas unidades de saúde como a do Jardim Guanabara (Zona Sul) e a da região central, mas, conforme a diretora interina, não chegou a faltar doses. Pelo menos 60% dos londrinenses já estão imunizados. "Quem já tomou a vacina, independente de quando tomou, não precisa ser vacinado novamente", esclareceu. A recomendação anterior previa que a dose contra a febre amarela deveria ser aplicada a cada dez anos. No entanto, desde abril do ano passado, a recomendação é de dose única durante toda a vida.
O chefe da divisão de Vigilância em Saúde da 17ª Regional de Saúde de Londrina, Ricardo de Oliveira, reforçou que não há falta de vacinas nos 21 municípios que fazem parte da regional. "Desde 1999 estamos em uma área de vacinação obrigatória. Isso significa que não temos um contingente muito grande de pessoas para vacinar. Temos, aproximadamente, 70% das crianças imunizadas", destacou.
Para melhorar a cobertura entre os adultos nas cidades mais próximas ao Estado de São Paulo, profissionais da saúde têm realizado busca ativa de moradores que ainda não receberam as doses. A ação foi implantada inicialmente nos municípios de Alvorada do Sul, Porecatu, Primeiro de Maio e Lupionópolis.
Oliveira reforçou que não há indícios de transmissão da doença no Estado. No ano passado, equipes de saúde estiveram em áreas estratégicas de Londrina e região para verificar a presença do vírus e nada foi constatado. Produtores rurais e moradores que encontrarem macacos mortos devem comunicar a Vigilância Sanitária o quanto antes. O animal será encaminhado para o Lacen (Laboratório Central do Estado do Paraná) para análise sobre possível contaminação por febre amarela e raiva. Exames complementares também são realizados em São Paulo e no Rio de Janeiro.


