Mudança nas regras da eleição gerou polêmica
Curitiba - O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Paraná (APP-Sindicato), que travou com a administração Beto Richa (PSDB) um embate por conta das mudanças nas regras de escolha dos diretores, informou que acompanha de perto o processo, mas que segue na luta a favor de uma gestão mais democrática. Desde novembro de 2014, quando o tucano conseguiu prorrogar em um ano os mandatos atuais, a questão vem gerando polêmica. A principal delas diz respeito à redução no tempo de permanência no cargo, de três para dois anos, sendo permitida uma recondução. O problema é que o cumprimento do segundo período passa a ser condicionado a uma avaliação, a ser conduzida pelo Conselho Escolar.
Segundo a diretora de finanças da APP, Marlei Fernandes, a alteração pode causar insegurança. "Entendemos que essa suposta meritocracia não é legítima, até porque professores e funcionários já são avaliados de seis em seis meses". Pela primeira vez, o voto também não foi paritário, e sim universal, com mesmo peso para professores, alunos maiores de 16 anos, pais e funcionários. "Acreditamos que isso não seja ruim, porém, desequilibra em relação ao que tínhamos antes", opinou. Marlei disse que espera a confirmação do quórum para fazer um balanço do pleito em si. "A princípio, a votação ocorreu com tranquilidade".
A Chefe do Núcleo Regional de Educação de Londrina, Lúcia Aparecida Cortez Martins, destacou que na área de abrangência do NRE, participaram do processo 64 escolas de Londrina e 51 de outros 18 municípios. Ela destacou que a eleição, que terminaria por volta das 22 horas, estava transcorrendo normalmente até o fechamento desta edição. A previsão de Lúcia era que a escrutinação dos votos seria concluída ainda na noite de ontem, mas a ata oficial seria apresentada hoje. (Mariana Franco Ramos e V.O.)





