Aos poucos os telefones de uso público estão sendo deixados de lado. Desde 2011 foram removidos 500 orelhões das ruas de Londrina. Os orelhões menos utilizados do município ficam no Parque Ney Braga - em um deles são consumidos 21 créditos ao mês e em outro também 5 créditos ao mês. Isso acontece porque são orelhões utilizados somente quando há algum evento. Fora do Parque, um orelhão pouco utilizado fica na avenida Jockey Clube, próximo à PUC. Embora haja uma grande concentração de estudantes por lá, o aparelho consome apenas 26 créditos ao mês.
Na empresa Confepar, o uso do telefone público antes da popularização do celular era tão intenso que na época foram instalados dois telefones públicos muito próximos, a menos de 10 metros um do outro. Um dentro do pátio e outro na área externa da indústria. No entanto, com a popularização dos celulares, os equipamentos caíram em desuso. O funcionário do departamento de recursos humanos da empresa, Rogério Bitencourt Marçal, relata que trabalha por lá há oito anos e raramente viu alguém utilizando o equipamento. "Se eu vi sendo utilizado uma ou duas vezes foi muito", declara.
Marçal afirma que os funcionários raramente utilizam, mesmo com a proibição do uso de celulares na empresa. "Hoje todos os setores da empresa possuem um ramal de telefone, então o orelhão perdeu a função", ressalta. Sobre o orelhão externo, na calçada da empresa, ele afirma que geralmente são os motoristas de fora da cidade é que acabam utilizando. (V.O.)

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