Washington, 05 (AE-AP) - Um grupo de muçulmanos americanos propôs hoje (05) um boicote mundial contra a rede de restaurantes Burger King por causa da abertura recente de uma filial na Cisjordânia - território ocupado por Israel em 1967 e que está no centro do conflito do Oriente Médio.
"Nossa comunidade vê a decisão do Burger King de se tornar parte de uma ocupação ilegal com profundo desgosto", disse Khalid Turaani, diretor-executivo da Associação Americanos Muçulmanos para Jerusalém, durante uma entrevista coletiva organizada em frente a uma loja do Burger King no subúrbio de Virgínia.
Além de fechar o restaurante, a coalizão de cerca de 10 muçulmanos e religiosos pediu para que a rede faça uma doação para ajudar os refugiados muçulmanos.
Turaani disse que ele espera que o Burger King leve a ameaça de boicote a sério já que tem filiais na Malásia, no Kuwait e na Arábia Saudita, onde os muçulmanos e árabes compõem a maioria de seus clientes.
Segundo Turaani, a cadeia de restaurantes respondeu à associação dizendo que "queremos levar nossos produtos a nossos consumidores e proporcioná-los a oportunidade de aproveitar a experiência Burger King".
Em contrapartida, Turaani afirmou que a resposta da companhia reflete seu desconhecimento da atual situação enfrentada pelos palestinos na Cisjordânia. Isto porque a filial do Burger King da Cisjordânia está localizada num assentamento, com acesso exclusivo para colonos judeus.

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