José Damasceno, membro da coordenação estadual do MST, declarou à FOLHA que a tensão entre proprietários de terras da região e membros do movimento é antiga. ''O Eli já havia sofrido outros atentados. Esse mesmo proprietário de terras que queria matá-lo, há muito tempo, vinha tentando despejar um pessoal nosso de uma ocupação com a ajuda de pistoleiros. No começo de março aconteceu o despejo'', relatou.
Questionado se as invasões de terras vão continuar acontecendo, mesmo com a ameaça de mais violência, Damasceno foi enfático. ''O nosso revide será feito com ocupações'', declarou.
O secretário de Estado da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, disse, por meio da assessoria de imprensa, que designou uma equipe do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) para investigar o caso. ''Nós estamos atentos a estas movimentações e não vamos tolerar ações criminosas no campo.''
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informou que a fazenda Copramil tinha passado apenas por uma vistoria prévia, com análise de documentos. Haveria necessidade de uma vistoria no local, mas o órgão ficou impedido de realizá-la porque foi invadida. Uma Medida Provisória impede vistoria, pelo prazo de dois anos, em propriedades invadidas.(W.S.)

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