MST vai pedir novamente a juíza a libertação de sem-terra
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segunda-feira, 31 de maio de 1999
Por José Maria Tomazela 
Sorocaba, SP, 01 (AE) - Os advogados dos sete sem-terra presos em Porto Feliz, acusados de participação nos saques de caminhões de alimentos na Rodovia Castello Branco, decidiram pedir novamente à juíza Daniela Bortoliero Ventrice a libertação dos clientes. Segundo João Paulo Rodrigues, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), só após uma nova decisão da juíza de Porto Feliz poderão recorrer a uma instância superior.
A juíza Daniela Ventrice já mandara soltar outros 13 envolvidos nos saques na Castello, mas manteve os sete presos por seis deles terem antecedentes criminais. O sétimo, o professor universitário Marcelo Buzetto, foi reconhecido por uma das vítimas como autor e incentivador do saque.
A juíza é o principal alvo dos protestos dos sem-terra, que alegam perseguição ao MST. Ela mandou a Polícia Militar revistar o acampamento e apreender os alimentos saqueados. Antes
havia decretado a prisão do líder Gilmar Mauro, só libertado depois que instância superior lhe concedeu um habeas-corpus. Na manifestação de ontem (31) os líderes usaram termos ofensivos contra a juíza. Dia - Hoje o grupo que permanece acampado em Porto Feliz, reforçado por um ônibus de militantes do Acampamento "Nova Canudos", voltou a protestar na frente do Fórum, mas Daniela Ventrice não estava. A juíza deve dar expediente amanhã (02), quando os advogados pretendem protocolar o pedido de libertação dos presos.
Uma barreira de soldados da Polícia Militar protegeu a entrada do edifício e garantiu o funcionamento do Fórum. Mas o comércio das proximidades voltou a fechar as portas. A Cadeia Pública, onde os sem-terra estão presos, também está sob proteção policial.


