Sem-terra e fazendeiros vivem momentos de tensão na região do Kalinoski, localidade rural a 14 quilômetros de Ponta Grossa. Na tarde de quarta-feira um grupo de sem-terra acampou em uma área de aproximadamente três alqueires, dentro de um sítio de propriedade de Iolanda Ferreira dos Santos. O acampamento provocou a reação dos fazendeiros que possuem terras nas proximidades e que agora temem o risco da invasão se estender para outras áreas.
De acordo com informações do escritório regional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Ponta Grossa, além de acionar a Polícia Militar, os fazendeiros se armaram e montaram barreiras nas entradas das fazendas e nas estradas da região para tentar intimidar as famílias.
Os fazendeiros acusam os sem-terra de estar armados e preparados para um possível confronto. A secretária de Agricultura e Pecuária de Ponta Grossa, Sandra Queiróz, que possui uma fazenda no Kalinoski, é uma das pessoas que está liderando o grupo de fazendeiros que condena a presença dos sem-terra na região. Sandra quer que eles deixem o acampamento.
O tenente Mauro Rolim de Moura, do 1º Batalhão da Polícia Militar de Ponta Grossa, disse que a PM recebeu um documento da proprietária da área invadida autorizando a ocupação. Um dos sem-terra, que faz parte do grupo que promoveu a ocupação, diz ser filho de Iolanda Ferreira dos Santos. Rolim de Moura garantiu que os sem-terra não estão armados. Domingos Mangrichi, coordenador da regional/sul do MST, colocou o acampamento à disposição da Polícia Militar para que seja feita uma revista. (Leia mais sobre invasões de terras no Paraná na página 4 do caderno Folha Cidades).

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