MST se manifesta em frente a Embrapa de Ponta Grossa
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segunda-feira, 04 de agosto de 2008
Equipe da Folha 
Curitiba - Cem integrantes do MST fizeram uma manifestação, ontem, em frente à estação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na região do Botuquara, em Ponta Grossa. Os sem-terra trancaram o portão de acesso à empresa na tentativa de pressionar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Embrapa para que seja feito o assentamento de sessenta famílias do acampamento Emiliano Zapata, montado há mais de cinco anos em uma área de 620 hectares da empresa, que antes era usada como arrendamento por fazendeiros da região.
Esta é a quarta vez que os trabalhadores se mobilizam no local. Segundo o MST, como a área foi doada à Embrapa para desenvolver pesquisas, o processo está emperrado pois o Incra ainda não sabe se pode ser comprada ou deve ser doada para reforma agrária, por se tratar de dois órgões federais.
Antes disso, de acordo com o MST, o órgão havia se comprometido em assentar os sem-terra em uma área de 4 mil hectares da Embrapa, grande parte em mãos de grileiros na região. Mas seria necessário um georeferenciamento do local que demoraria cerca de dez anos.
Antes disso, de acordo com o MST, o órgão havia se comprometido em assentar os sem-terra em uma área de 4 mil hectares da Embrapa, grande parte em mãos de grileiros na região. Mas seria necessário um georeferenciamento do local que demoraria cerca de dez anos. Para diminuir a demora o Incra pagaria o valor da terra, que após o georeferenciamento seria devolvido ao órgão, mas esse processo também estaria emperrado na procuradoria do Incra.


