O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) do Pontal do Paranapanema (SP) rompeu ontem os entendimentos que vinha mantendo com o governo federal visando a pacificação da questão fundiária na região. A decisão foi anunciada ontem pelo principal líder dos sem-terra na área, José Rainha Júnior, em Teodoro Sampaio. Segundo ele, foi adotada por causa da demora e burocracia do Banco do Brasil em liberar recursos, já aprovados, para a instalação de um complexo agroindustrial para processamento de grãos em Teodoro Sampaio.
‘‘A partir de agora estão rompidos todos os acordos e suspensos todos os entendimentos com o governo federal; eles querem a guerra e a terão’’, disse Rainha, pouco depois de chegar à agência do Banco do Brasil da cidade para retirar os processos que envolvem o financiamento da empresa. Ele também pretendia desistir do financiamento de um laticínio aprovado para ser construído em Euclides da Cunha.
Isto significa a paralisação do maior projeto de financiamento já aprovado pelo Programa de Crédito Especial para a Reforma Agrária (Procera), orgão do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no valor total de R$ 3,7 milhões. Os recursos, em favor da Cooperativa dos Assentados da Reforma Agrária do Pontal (Cocamp) foram autorizados, depois de forte pressão do MST que chegou a montar acampamento e bloquear a agência do Banco do Brasil em Teodoro Sampaio.(AE)

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