Salvador, 09 (AE) - O Movimento dos Sem-Terra (MST) realizou, nos últimos três dias, manifestações em 40 municípios baianos para protestar contra o Novo Mundo Rural, reforma do programa de reforma agrária, proposto pela governo federal. Amanhã (10) o último ato será no município de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano.
Além de comícios nas praças, os trabalhadores rurais acamparam em frente às prefeituras para pressionar os prefeitos a assinar e enviar, via fax, para a Presidência da República, um documento padrão elaborado pelo MST, exigindo que o governo volte atrás. O MST reclama da redução no orçamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra); da aquisição direta de terras junto aos proprietários, ao invés do processo de desapropriação utilizado atualmente; e da descentralização da reforma agrária, que passaria para estados e municípios.
Nos 40 municípios onde ocorreram os atos, em apenas um, Ibirapitanga, o prefeito se recusou a assinar o documento. As prefeituras concordaram em ceder 12 ônibus para o MST transportar trabalhadores baianos até Brasília, onde o movimento vai tentar uma audiência com o presidente Fernando Henrique Cardoso, no dia 28.

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